fbpx

O dilema das redes. Somos todos produtos

O Dilema das Redes. Somos Todos Produtos 01

O dilema das redes. Somos todos produtos

O dilema das redes. Se você ainda não assistiu, vale a pena assistir. É um documentário que mostra como as redes sociais estão assumindo o controle de nossas vidas e levando a humanidade para um caminho jamais visto antes.

Antes de começar a análise deste artigo e deste documentário, vamos responder a seguinte pergunta: Redes sociais é algo bom ou ruim? Não é à toa que o documentário se chama O Dilema das Redes. Dilema é uma palavra que vem do grego Díllema e que significa uma circunstância de difícil resolução em que é necessário escolher ou uma coisa ou outro. É uma palavra que significa dois lemas.

Mas então, redes sociais é bom ou ruim? Temos um dilema.

Por um lado, conseguimos rever nossos amigos e de alguma forma participar da vida social de quem está distante, por outro lado, as redes estão sendo usadas para manipular nossa consciência nos fazendo de produtos.

Eu e o Renato Couceiro fizemos uma análise do filme e em todas as nossas análises traçamos um paralelo sobre conceitos de liderança e a forma de liderar nos tempos atuais. Entenda a situação atual explicitada no documentário e os enormes desafios que os líderes de todo o mundo têm pela frente.

SITUAÇÃO ATUAL

O Dilema das Redes. Somos Todos Produtos 02

VOCÊ É O PRODUTO

Os clientes das redes sociais são as empresas que investem dinheiro nos anúncios publicados e pagam para ter todas as informações sobre você, sobre sua personalidade, e sobre a forma como você atua nas redes, com o objetivo de mostrar o anúncio ideal para você. Estas empresas são os clientes das redes sociais e estão pagando pela sua atenção, pela sua privacidade, e pior, sem que você queira ou saiba disto. Isso faz pensar que se as empresas estão pagando para comprar a sua atenção, isso faz de você o produto. Estamos sendo negociados continuamente pelas redes sociais, em uma espécie de “leilão”. Dependendo de nossas pesquisas, temos nossas atenções compradas pelo cliente A ou pelo cliente B.

VOCÊ PERCEBE QUE O SHOW DE TRUMAN É REALO Dilema das Redes. Somos Todos Produtos 03

Se não leu o livro 1984, publicado em 1949, vale a pena ler. Este livro retrata uma boa similaridade com a nossa vida atual. Os algoritmos utilizados pelas redes são opiniões embutidas em códigos e é o chamado efeito bolha: estamos sempre recebendo informação dentro daquilo que mais gostamos de acessar. Perdemos a necessidade de buscar informação em várias fontes e isso elimina a nossa capacidade de análise. Essa inovação tecnológica mostra que podemos ser facilmente manipulados, e que não somos mais independentes e autônomos como pensávamos que era. O filme show de Truman revela que as pessoas só sabem questionar a realidade do mundo que nos é apresentado.

O Dilema das Redes. Somos Todos Produtos 04DEMOCRACIA EM QUEDA

Ninguém mais sabe o que é verdade. A democracia no mundo vive a maior crise de todos os tempos e consequentemente, a crise está diretamente ligada a uma profunda crise de liderança. Alemanha Espanha, França, Brasil e Austrália, vivenciaram essa transformação recentemente. Perdemos os alicerces para discernimos a mentira da realidade. Estamos nos destruindo em lados opostos construindo uma sociedade cada vez mais extremista com movimentos separatistas e ativos nas redes sociais. Líderes de última hora, estão à frente de movimentos e principalmente ajudando com seus discursos polarizados.

O Dilema das Redes. Somos Todos Produtos 05A TECNOLOGIA NÃO É MAIS UMA FERRAMENTA

A bicicleta é uma ferramenta, só que ela fica parada esperando a nossa interação. Isso é o que esperamos de uma tecnologia. Mas na verdade a tecnologia está nós manipulando, e nem os próprios criadores dessa tecnologia sabem onde tudo isso vai nós levar. Mais que uma ferramenta, a tecnologia virou um agente de manipulação, que está atuando na manipulação das pessoas, organizações de eventos para o bem e para o mal e até contribuindo para eleger presidentes.

PROBLEMAs CAUSADOS POR ESTE CENÁRIO

COMO FORMAR OPINIÃO?

Em meio a tanta notícia falsa e grupos fechados, como dividir o que é verdadeiro do que é falso? Como convencer as pessoas de que existe uma realidade que se impõem ao desejo individual das pessoas.

COMO LIDERAR A FAMÍLIA?

Depressão e suicídios estão aumentando entre os jovens e as famílias já não conversam mais entre eles. A ausência de liderança está em todos os ambientes, incluindo a liderança dos pais.

POR QUE LIDERAR É UM DESAFIO NAS CORPORAÇÕES?

A liderança precisa estar diretamente ligada ao propósito da empresa. Mas muitas vezes o propósito de uma empresa, não é um propósito. É apenas uma indústria que visa o lucro a qualquer custo. E qual o preço de visar apenas o lucro nos dias de hoje? há uma crise de liderança e a crise da humanidade que vimos no filme também é uma realidade das corporações, quando elas tratam pessoas como recursos. Recursos também é um produto e tratar colaboradores como produto só está enfatizando a crise demonstrada no documentário. O documentário mostra como é tratar pessoas como meio para se chegar no lucro, e ainda há quem chame de recursos humanos.

HÁ UM MUNDO NÃO REAL NAS ORGANIZAÇÕES OU NA LIDERANÇA?

Será que o mundo que vimos nas redes sociais não está inserido das organizações também? Quando há um verdadeiro propósito para as coisas existirem, há mais verdade, mas quando o propósito é apenas mais uma forma de se chegar no lucro, a mesma inverdade que vimos nas redes sociais vimos no dia a dia das organizações ou da nossa vida. Vivemos em uma era da desinformação e por isso a transparência e a comunicação são essenciais para a liderança.

NÃO SE FALA DE VÍCIO

Assim como no documentário vimos  grandes empresas não falarem de vício das redes sociais ou mesmo de trabalho. Workaholimo é uma realidade no Brasil, onde 9 a cada 10 profissionais sofrem de algum tipo de ansiedade e 6 a cada 10 depressão crônica. O Brasil é um dos países em que mais se trabalha no mundo, com uma média de 12h de trabalho por dia. Não vejo as organizações falarem de vício por lucro, por trabalho ou por um capitalismo sem limites. Há um paralelo a ser feito olhando sob este ponto de vista e uma preocupação que precisa ser vista de lupa, afinal, as organizações são grandes líderes do mercado, inclusive financiando as redes sociais que estão dominando a sociedade.

A LIDERANÇA DEVE DAR EXEMPLO

e temos 50 designers impactando 2 milhões de pessoas. Assim também acontece nas empresas e o presidente impacta a cultura da organização, bem como a vida de milhares de pessoas, portanto há uma grande responsabilidade na liderança. É uma posição nobre e de grande responsabilidade e estas empresas facilitadoras de geração de informação (redes sociais) devem exercer este papel. Elas estão liderando com milhões de pessoas no mundo, mas sem esta responsabilidade.

QUANTO DA SUA VIDA ESTÁ DISPOSTO A NOS DAR?

Assim como no documentário, que quando ficamos on line estamos doando nosso tempo para os anunciantes, também acontece nas organizações quando decidimos trocar nosso tempo de vida por salário. Esta é uma pergunta que deve ser levada em consideração em tudo. Quanto da nossa vida estamos dispostos a dar para ter um certo retorno? A organização também deve fazer esta pergunta para os colaboradores, mas com responsabilidade.

AS REDES SOCIAIS ATUAM NA FRAQUEZA DO SER HUMANO

e com a ausência de liderança. Quando uma organização faz as pessoas trabalharem por dinheiro, também está atuando na fraqueza das pessoas, como a necessidade, mas o mundo da colaboração mudou. As organizações precisam trabalhar nas fortalezas das pessoas, e ao invés das pessoas trabalharem por dinheiro, precisam trabalhar por CAUSA e para isso as empresas precisam ter causas diferentes do que apenas obter lucro

AS REDES NEGOCIAM PESSOAS COMO COMMODITIES

Não seria o mesmo de chamar de recursos e pagar por isso? Negociar a vida dos funcionários em troca de salário.

AUSÊNCIA DE AUTO CONHECIMENTO

As redes aproveitaram esta ausência por parte das pessoas e elas conhecem mais os usuários que eles mesmos. Se tivermos consciência e autoconhecimento conseguimos nos “domar” para não ser escravos ou usuários, aliás, o tráfico de drogas e as redes sociais são os únicos mercados que somos chamados de usuários.

O mundo virtual trabalha com goals (objetivos), engajamento (engajamento), growth (crescimento) e adversting (propaganda). As redes sociais, negociando a nossa atenção como produto, tem targets e objetivos a serem alcançados. As corporações também trabalham com estas medições e chamam a força de trabalho de recursos. Usuários seria também um recurso ou recurso seriam usuários? As redes sociais têm seus usuários como produtos e quando temos funcionários, ou recursos, as corporações também correm o risco de mostrarem o mesmo comportamento das redes sociais, usando recursos para se chegar no lucro. O ideal é ter propósito, causa que compense a luta e colaboradores que lutam por ela, e consequentemente recebem salários por isso. Vejo pouco este conceito, mas em um mundo que preza pelo consumo e por lucro, temos muito o contrário, salários e bônus que compensam para os funcionários lutarem pela causa.

No final, necessitamos de uma liderança que não venda ou se aproveite de ausência de autoconhecimento, mas sim gere autoconhecimento e ensina a usar isso com benefício e a nosso favor, valorizando o que temos de bom e não se aproveitando do que temos de ruim.

Para quem desejar se aprofundar e ouvir a nossa conversa na íntegra, pode acessar o vídeo abaixo.